A diretora da Organização Internacional do Trabalho no Brasil (OIT), Laís Abramo, afirmou na terça-feira (27) que as propostas de redução da jornada de trabalho, com redução proporcional dos salários, representam a deterioração do mercado de trabalho.
?A OIT defende o diálogo (entre empresas e trabalhadores) para encontrar soluções para cada caso concreto. Mas, a solução não pode ser a precarização do trabalho. É preciso manter a capacidade de consumo para manter o mercado interno aquecido?, argumentou. Segundo ela, se o salário do trabalhador é ?insuficiente para satisfazer um nível mínimo de necessidades básicas, isso é inaceitável.?
A diretora comenta ainda que há preocupação na OIT com o prejuízo do emprego de alguns segmentos da sociedade como negros, jovens e mulheres. Segundo dados do Panorama Laboral, divulgado na segunda-feira pela Organização, o desemprego no Brasil é 1,6 vezes maior entre as mulheres. Entre os jovens é 2,2 vezes maior do que entre os mais velhos.
Fonte: www.oitbrasil.org.br

A implementação de uma agenda de Trabalho Decente é um compromisso assumido pelo Governo brasileiro em 2003 com a OIT, em parceria com as organizações de empregadores e de trabalhadores. O Sindec foi pioneiro no país ao incluir no seu Acordo de Dissídio a promoção do Trabalho Decente.
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