Com a pressão das centrais sindicais e trabalhadores na Assembléia Legislativa, os líderes do Parlamento decidiram em reunião no final da manhã de hoje, 8 de junho, apreciar o projeto que reajusta o piso regional na quarta-feira da próxima semana.
As centrais sindicais haviam convidado os deputados estaduais para um café da manhã hoje, na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), em Porto Alegre, para discutir o tema.
“É importante que a as centrais se mantenham firmes na decisão de manter a luta pelo piso”, declarou o diretor da Força Sindical e secretário-geral do Sindec, Cláudio Correa.
As entidades sindicais repudiam os 6,9% fixados pelo governo no projeto de lei enviado ao parlamento. Os trabalhadores reivindicam 14% de aumento, índice que contemplaria a inflação mais o PIB do Estado do ano passado, além de recomposição das perdas nos últimos anos. O índice proposto pelo executivo foi visto como uma declaração de extinção do piso regional, por não ficar superior ao salário mínimo nacional, e menor que todos os pisos estaduais reajustados.
A proposta original do governo do Estado é de reajuste de 6,9%. As centrais sindicais pedem 14% e aceitam negociar até 9,68%, o mesmo índice dado ao salário mínimo nacional. As entidades patronais defendem o fim do piso regional.

A implementação de uma agenda de Trabalho Decente é um compromisso assumido pelo Governo brasileiro em 2003 com a OIT, em parceria com as organizações de empregadores e de trabalhadores. O Sindec foi pioneiro no país ao incluir no seu Acordo de Dissídio a promoção do Trabalho Decente.
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