FST - Encontro Internacional da Força Sindical discute o emprego a nível global; Prefeito de Porto Alegre prestigia
por Jousi Quevedo | Janta agradeceu a presença do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, no evento e elogiou a postura do gestor pela criação da Secretaria Municipal do Trabalho.
O presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, chamou os integrantes da mesa da oficina do Encontro Internacional da Força Sindical, no Mezanino da Usina do Gasômetro, e abriu os trabalhos desta sexta-feira. O sindicalista explicou a oficina. "Hoje temos uma visão global do Mundo do Trabalho nesta oficina, como se dão as relações de emprego, renda e qualidade de vida", disse Janta.
Compuseram a mesa Sérgio Saborio, da Costa Rica; Mateus Manel Canjongo, da Unta Angola; Rosa Elena, da CTB da Venezuela; José Luís Baquerano, da CUT de Honduras; Nair Goulart, da Força Sindical Bahia e vice-presidente da CSI; e o secretário Nacional de Juventude, Jefferson Tiego.
Janta agradeceu a presença do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, no evento e elogiou a postura do gestor pela criação da Secretaria Municipal do Trabalho.
Em seu discurso, o prefeito José Fortunati disse que Porto Alegre está orgulhosa de receber este ano o FST 2012 e vai se preparar para o Fórum Social Mundial centralizado de 2013. "É muito importante a atuação dos trabalhadores neste FST, especialmente no Mundo do Trabalho. É impossível não discutir o enfoque dos trabalhadores quando se pensa num mundo sustentável. Muitos governos querem buscar as soluções mais simplistas contra a crise. Essas soluções são os cortes nos direitos trabalhistas conquistados. Isso se vê na Grécia, indo pela Europa e chegando aos Estados Unidos, sob orientação do FMI", criticou Fortunati.
Para o prefeito, o caminho que se busca é o de uma visão mais adequada, "possível perceber no Brasil no combate à crise de 2008".
Um país que já sentiu muito os efeitos das crises anteriores e que hoje tem outra realidade", salientou Fortunati. "As centrais sindicais, especialmente a Força Sindical, têm um papel muito importante na defesa e na manutenção das conquistas dos trabalhadores", disse, sendo fortemente aplaudido.
Rosa Elena, da Venezuela, afirmou que voltará a seu país com novos entusiasmos pelas discussões do FST e do movimento sindical. "Tive uma experiência incrível por ter visto como a Força Sindical e as demais centrais têm diálogo social com os representantes de seu governo. Isso é fundamental e infelizmente não ocorre em minha Venezuela", disse.
De Honduras, José Luís disse que se fala muito de crises "que não foram provocadas pelos trabalhadores". Ele elogiou a unicidade sindical e afirmou que este é o caminho para garantir o respeito dos trabalhadores.
Tiego, da Força Sindical Brasil, disse que o FST é fundamental para os jovens do Brasil, afirmando que há milhões de jovens desempregados na América. "Como vamos ajudar esta juventude, como entender este problemas? Por isso convido a todos para debatermos grandes soluções para a juventude", disse.
Manel falou em nome de seu país e da União Nacional dos Trabalhadores angolanos, afirmando que o FST busca soluções para a resolução dos problemas dos trabalhadores de todo o mundo. "Afinal de contas os problemas que estão aí afetam a todos, não apenas os da América Latina", destacou.
Segundo Manel, o esforço do FST é por buscar em um tempo mais curto saídas para a crise.
Sérgio Saborio, da Costa Rica, criticou a posição dos empresários que cortam empregos e exigem bons resultados. "Neste momento se faz muito necessária a solidariedade, porque os problemas são de todos e todos sabemos que sempre colocam sobre os trabalhadores as maiores responsabilidades", disse.
A integrante da presidência adjunta na Confederação Sindical Internacional (CSI), Nair Goulart, elogiou a atuação da Secretaria Internacional da Força Sindical ao construir aproximações solidárias entre as nações. "É uma organização que promove o avanço da agenda dos trabalhadores", afirmou. A sindicalista chamou a todos para se mobilizarem na Rio+20 como sociedade civil e integrando as delegações oficiais.
Janta destacou as vitórias dos trabalhadores ao constatar que as lideranças do Fórum de Davos estão "finalmente fazendo auto crítica, o que foi comentando pela presidente Dilma Rousseff ontem".
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